A defesa das águas

Água doce é cada vez mais rara, cara e poluída. As práticas são de desmatar as matas ciliares, de assorear com terra e lixo, de ocupar as margens dos rios, contaminar as águas com esgoto, lixo químico, plásticos. A população sofre com inundações e doenças como a hepatite e a diarréia. O que deve ser feito? Garantimos recursos dos royalties do petróleo para o Fecam, fundo para o meio ambiente, rios, baías e florestas. Até 2008 serão aplicados R$ 80 milhões na Baía de Guanabara para a Cedae concluir as conexões da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alegria, que retirará um Maracanãzinho de esgoto diário da baía. Outros R$ 80 milhões para o saneamento da Barra e Jacarepaguá; R$ 6 milhões para reparar as elevatórias e limpar a Lagoa Rodrigo de Freitas; R$ 6 milhões para ETEs do Rio Preto, em Visconde de Mauá (em Resende); R$ 5 milhões para três ETEs na Ilha Grande. R$ 4 milhões para recuperar as praias de Sepetiba. A dragagem dos canais do Cunha e Fundão é um projeto da Secretaria do Ambiente, da UFRJ e da Petrobras. O Fecam e o PAC garantirão as conexões das ETEs de São Gonçalo, Pavuna e Sarapuí e a despoluição do Rio Paraíba do Sul, com ETEs em Barra Mansa e Volta Redonda.

O Projeto Iguaçu receberá R$ 270 milhões do PAC para recuperar as bacias dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas, terminando com as enchentes na Baixada Fluminense.

O saneamento ambiental é a base da recuperação das águas, mas não basta. Vamos implantar parques fluviais dos rios Guandu, Macacu, Estrela e Piabanha, reflorestando as margens com espécies nativas.

Só com a educação ambiental e a mudança de comportamento poderemos despoluir as águas e defender a vida.

Carlos Minc deputado estadual,no exercício de Secretário do Ambiente do Rio de Janeiro