| Carlos
Minc desmente plantio de cana no Pantanal
Ao
contrário do que foi publicado pelo jornal O Globo, no sábado
passado (23 de agosto de 2008), não haverá plantio de
canaviais e nem a instalação de usinas de cana no Pantanal.
O Zoneamento Agroecológico da cana, cuja discussão ainda
não terminou, vai estipular que:
1) No Bioma Amazônia não haverá nenhuma nova usina
de cana, apenas continuarão na região as quatro já
existentes há mais de dez anos, como em Roraima e no Acre;
2) No caso do Pantanal, serão mantidas as proteções
já definidas nas leis estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul e na Resolução Conama. Além disso, em torno
do Bioma Pantanal, será criado uma faixa de exclusão para
além do Bioma Pantanal.
E mais: após essa faixa de exclusão, serão ainda
tomadas medidas para mitigar o impacto das atividades econômicas
já instaladas na região há mais de dez anos, como,
por exemplo, o chamado plantio direto de cana, que gera menos movimento
de terra e menos assoreamento, e a redução progressiva
do uso de agrotóxico, visando a sua eliminação.
Portanto, repetindo: não haverá qualquer nova usina de
cana no Pantanal nem tampouco qualquer plantio de cana. E as defesas
ambientais atuais ainda serão ampliadas, tanto do ponto de vista
geográfico quanto tecnológico.
Na discussão de quatro horas do ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, na
semana passada, os temas Pantanal e plantio de cana sequer foram mencionados.
Todo o debate girou em torno do decreto que regulamentou a Lei de Crimes
Ambientais. Dos seus 162 artigos, os deputados pediram mais prazo e
condições para cumprir o Código Florestal, sobretudo
nas regiões Sul e Sudeste do país, onde as propriedades
já são integralmente exploradas economicamente.
Carlos
Minc
Ministro do Meio Ambiente
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